Minha bunda flácida


Olá! Hoje resolvi contar algumas verdades sobre mim... Especificamente, sobre meu corpo.
Sou magra, não porque vivo de dietas nããão, sou magra de ruim mesmo. E DETESTO ser magra. Nenhuma mulher realmente magra gosta de ser magra. Mas o que mais me fascina, mais me deixa deliciada é que eu sou uma magra barriguda. ISSO MESMO, sou magrela, mas a barriguinha tá aqui, sempre comigo, minha pochete, companheira, graças a deus ainda sem zíper. Agora, a melhor parte: sou flácida. Aí você pensa: gente, como assim flácida? Ela não é magra? Pois é. Sou flácida, uma brincadeira não sóbria da evolução. Não tenho bunda, e o meu projeto de bumbum é flácido. Minhas pernas são finas, minha coxa é mole. E tenho estrias, MUITAS estrias. Meu peito parou de crescer quando eu tinha 8 anos de idade. Pra você também ter uma ideia. É uma coisa deliciosa de se olhar... Um deleite. Estou longe de ser gostosa, longe de ser uma mulher melancia (Deus me livre!) ou uma dançarina de bumbum grande. Não vou falar que não queria ter as coxas da Ivete, porque não sou mentirosa, mas também o ter ou não ter não me faz diferença.
Estou extremamente feliz assim, e de bom agrado.
Esse post é pra todas as mulheres que seguem um padrão de beleza tão inatingível, falsificado e pleiteado por aí.

Mulher de verdade?
Mulher de verdade tem celulite, meu bem.
ontem vontade
hoje
saudade

Com licença, posso fazer xixi?

A evolução do ir ao banheiro é realmente notável na história da humanidade.
Quando pequenos, em nossos referidos jardins-de-infância o pudor era uma utopia e falávamos em alto e bom som às nossas queridas professoras nossas necessidades fisiológicas. "Tia, quero fazer xixi.", "Preciso fazer cocô". Quando estes não aconteciam acidentalmente dentro da própria classe, claro.
O tempo se passou, crescemos e claro, as boas maneiras fizeram com que nós, garotas, fôssemos mais delicadas ao fazer nossos pedidos. Nunca trespassamos a linha do "Professora, preciso ir ao banheiro", raríssimos "Professora, preciso fazer xixi" mas apenas com muita insistência da parte autoritária e nunca, nunca passando disso. Mas claro que existiam eles, os ogros. E aqui me refiro aos garotos, porque claro, essa população e sua córdia hostil só podem pertencer a um escalão mais baixo e profano.
E os ogros não possuem muito tato ao falar: "Quero mijá", "Preciso cagá", ou outros piores como "Preciso cortar o rabo do macaco" o que me remete ao mais terríveis eufemismos para a necessidade mais básica e comum de todos os tempos: a utilização do espaço sanitário. "Escorregar o moreno", "Passar um fax" soam comuns nessas bocas ao invés da delicadeza feminina do "Nº1" e "Nº2".
Bem, portanto fica a questão: como falar? Se for tão complicado assim, apenas não fale. Mas se escutar por aí um "Com licença, preciso liberar água e uréia pelo meu canal uretral": Relaxa, é só fazer xixi.

Obs: Perdi o texto original e tentei reescrevê-lo, mas não ficou perfeito. Se alguém possuir uma cópia do original agradeceria se me fosse enviada.


Do amor resta pouco, resta o que basta. Porque na verdade o aconchego e carinho é apenas o começo, uma trilha que pode ou não ser traçada, e não obrigações como se vê ditado por aí. O amor é o que sobra depois. O ardido, nostálgico e desregrado. É a certeza de saber o outro bem, mesmo que não mais ao seu lado. É a certeza de que o mundo deu certo, e deu certo porque você esteve nele. Esquecido e mal tratado, como a gente sempre foi.

ambições

O cérebro convence o corpo que é melhor se sentar, as ideias fluem melhor. Os pensamentos estão sempre na cabeça mas as palavras não discorrem da língua tão facilmente agora - um pervertido que de repente se viu envergonhado.

Sigo tão fiel e cegamente na esperança já tão ínfima de que, sim, deve haver um motivo: minha presença alterou o espaço e tempo e assim alguém, no outro lado do mundo, quem sabe uma menina, que chorava por não saber entender se viu completa, abriu os olhos e viu. E compreendeu todas as coisas. E finalmente, pode dormir em paz.

E eu cumpri meu papel. No minuto do nascimento.

Siriricando por aí

- Siririca.
- Oi?
- Não é engraçado? Siririca.
- "Parece nome de caranguejo."
(silêncio)
- Você faz?
- Hm.
- Você faz!
- Todo mundo faz.
- Homens não fazem...
- Ainda bem.
(silêncio)
- E você?
- Oi?
- Siririca.
- Eu?! Claro que não.
(silêncio)
- As que falam que não são as que mais fazem.
- Hm.