achismo

lhe acho um pouco egoísta
quando deslizas os dedos pelas coxas finas
acarinhando a si mesmo
_ e eu que preciso de tanto amor?
lhe acho um pouco faminta
mastigando chicles de bola roseados
a boca aberta, esnobe
_ faz-me perder o apetite
teve tua vida e a jogou fora
com os dedos, os dentes, despeito
com tanta pouca vida por aí
_agora siga sozinha o caminho que escolheu
Uma graça de menina!

Inevitável sentir nossa falta... Gostava das noites juntas, andar de calcinha pela casa e você rir, divertido, reclamar das meias brancas... Sempre tão calado. Gostava de pensar no que você estaria pensando. Acho que nunca acertei, nem nunca te contei isso também. Ver filme pra dormir, comer pra dormir, acordar pra dormir. Poucas brigas... Quando essas aconteciam nada de discussões. Apenas aquele silêncio pesado. Digno de nós. Seu ar sempre solene... Te ver fazendo aulas, te fazer sorrir. Conversar à toa e falar bobagem.
O tempo passa rápido... Vamos nos concretizando em nós.

Não são as palavras que dirão qualquer coisa... Eu gosto de te olhar.