Com licença, posso fazer xixi?

A evolução do ir ao banheiro é realmente notável na história da humanidade.
Quando pequenos, em nossos referidos jardins-de-infância o pudor era uma utopia e falávamos em alto e bom som às nossas queridas professoras nossas necessidades fisiológicas. "Tia, quero fazer xixi.", "Preciso fazer cocô". Quando estes não aconteciam acidentalmente dentro da própria classe, claro.
O tempo se passou, crescemos e claro, as boas maneiras fizeram com que nós, garotas, fôssemos mais delicadas ao fazer nossos pedidos. Nunca trespassamos a linha do "Professora, preciso ir ao banheiro", raríssimos "Professora, preciso fazer xixi" mas apenas com muita insistência da parte autoritária e nunca, nunca passando disso. Mas claro que existiam eles, os ogros. E aqui me refiro aos garotos, porque claro, essa população e sua córdia hostil só podem pertencer a um escalão mais baixo e profano.
E os ogros não possuem muito tato ao falar: "Quero mijá", "Preciso cagá", ou outros piores como "Preciso cortar o rabo do macaco" o que me remete ao mais terríveis eufemismos para a necessidade mais básica e comum de todos os tempos: a utilização do espaço sanitário. "Escorregar o moreno", "Passar um fax" soam comuns nessas bocas ao invés da delicadeza feminina do "Nº1" e "Nº2".
Bem, portanto fica a questão: como falar? Se for tão complicado assim, apenas não fale. Mas se escutar por aí um "Com licença, preciso liberar água e uréia pelo meu canal uretral": Relaxa, é só fazer xixi.

Obs: Perdi o texto original e tentei reescrevê-lo, mas não ficou perfeito. Se alguém possuir uma cópia do original agradeceria se me fosse enviada.