coca-cola e violão

Não é intencional, claro. 

Às vezes nos retiramos assim da vida das pessoas, sem um adeus ou um até logo, sem quase nenhuma certeza a não ser a de estarmos bem, de nos mantermos bem.

O meu amor é assim, de longe, à distância.

Mas hoje, especialmente hoje confesso:

Senti vontade louca de sentar na minha cama que fica lá em casa, naquele quarto todo bagunçado, falando sobre sexo, beijo e amasso com a Gabi. De ver Lu e ser toda prosa, toda poesia, toda versos.
(Lu: lembrei da lua na rua da sua casa, em como ela descia devagar até sumir lá no horizonte, como ficava linda... Eu adorava a lua da sua casa.)
Topar 'sem querer' com Hellen por aí, ou até mesmo ser 'achada' por ela e ficar brava com a situação brasileira, esses políticos de merda e essa educação barata, a vontade que ela sempre me deu de ser um pouco mais livre.

Vontade de reunir meus amigos, aqueles bons, os que me acompanharam até aqui, que me moldaram, me ensinaram, me construíram e dizer: "Ei, todo mundo, eu continuo aqui sim. Eu sei que não continuo a mesma, mas sinto falta do que fui. Eu amo vocês todos. Agora, Rafa, toca Raul."

A saudade doeu. A saudade dói.